Posts in Opinião & Comportamento

Inovação que transformou a experiência em jogos de futebol

Os estádios de futebol na América Latina são conhecidos por sua intensidade e a paixão dos torcedores, mas infelizmente a insegurança também é destaque nesse ambiente, principalmente pelos furtos de carteira. Confrontando esse desafio, a Corona, patrocinadora oficial do América Club, lançou a Corona Jersey Pay em parceria com o clube em 2021. Estrategicamente colocando o RFID no escudo da camiseta, transformou a experiência de compra de cerveja no estádio. A inovação não apenas proporcionou segurança aos torcedores, mas também fortaleceu a conexão emocional entre a marca e o clube.

Em 2022, a Corona concentrou sua atenção na Copa do Mundo ao garantir o maior patrocínio possível: a Seleção Mexicana. Contudo, a FIFA proíbe marcas nas camisas nacionais, apresentando um novo desafio. Determinados a reinventar a visibilidade do patrocínio, a Corona e a Adidas uniram forças para criar uma solução única.

Em vez de colocar o nome da Corona nas camisas, a ideia foi incorporar o produto diretamente no coração de cada torcedor. Em parceria com a Adidas, foi lançada uma edição limitada da camisa do México, pré-carregada com cerveja Corona. Disponível em todas as Corona Fan Fest durante a Copa do Mundo, essa iniciativa não apenas contornou as restrições da FIFA, mas também elevou a experiência dos torcedores, proporcionando uma maneira única de celebrar o futebol e a paixão pela seleção mexicana.

Que essa jornada inspiradora nos lembre de que, mesmo diante de regulamentações e desafios, a criatividade e a paixão podem sempre encontrar uma maneira de se destacar.

O Jogo das Mulheres

E novamente estamos em clima de Copa do Mundo. Isso mesmo, no último dia 20 de Julho começou a Copa do Mundo Feminina de 2023, sediada na Austrália e na Nova Zelândia. Esse é um grande momento para que o futebol feminino

o ganhe palco, holofote, álbum de figurinhas e o mais importante: visibilidade. O futebol feminino tem crescido em popularidade e relevância em todo o mundo, e eventos esportivos como a Copa do Mundo são momentos cruciais para destacar o talento e a dedicação das atletas.

Em meio a tantas discussões sobre empoderamento, igualdade e representatividade, se destacou uma empresa que abraçou com maestria essa onda do futebol feminino. A empresa de telecomunicações Orange, que, em uma tentativa de provar que o futebol com mulheres pode oferecer o mesmo nível de emoção, idealizou um vídeo utilizando efeitos visuais (VFX) para desafiar a percepção do público.

Les actions folles de l’équipe de France qu’on a tous oubliées

Essa abordagem inovadora trouxe à tona o papel essencial da tecnologia, especialmente da Inteligência Artificial (IA), na indústria do entretenimento esportivo. Os efeitos visuais (VFX) permitiram criar momentos espetaculares que ultrapassaram os limites da realidade, despertando emoções e curiosidade no público.

Na ação publicitária, a empresa apresenta jogadas perfeitamente executadas, com direito a cabeçada, mergulho e cobranças de falta. Dentre os protagonistas das cenas, estão os jogadores Mbappé e Antoine Griezmann da seleção francesa de futebol masculino.

No entanto, a reviravolta ocorre quando uma mensagem sugere que não foram eles que o público acabou de ver, mas sim as jogadoras da seleção feminina, Les Bleues. Essa surpresa impactante só foi possível graças ao uso inteligente dos efeitos visuais, que substituíram as atletas reais por trás das jogadas.

O vídeo não apenas desafiou a percepção dos espectadores, mas também ressaltou o papel da tecnologia na criação de experiências envolventes para o público. Essa abordagem criativa não apenas promoveu o futebol feminino, mas também destacou como a tecnologia pode ser uma aliada poderosa na luta pela igualdade de gênero e visibilidade das mulheres no esporte.

Além do aspecto visual, a campanha carrega um importante valor simbólico: um lembrete oportuno da importância de dar destaque ao esporte feminino e valorizar as mulheres no mundo esportivo. Futuras campanhas com mulheres atletas pode ser um passo importante para aumentar a conscientização e o interesse no futebol feminino.

Essa interseção entre tecnologia, igualdade de gênero e esporte reforça como o progresso está intimamente relacionado à inovação e à utilização inteligente das ferramentas disponíveis. A campanha da empresa Orange é uma prova concreta de como a tecnologia pode ser um catalisador para uma mudança positiva, incentivando o avanço do futebol feminino.

Ser mulher, mãe e profissional: Desafios e Conquistas no Caminho da Equidade

Uma das perguntas que constantemente faço é: Como é ser mulher, mãe e profissional?

Primeiro, nasci mulher, então este é o meu sexo. Não escolhi. Assim como todas que nasceram com o sexo feminino. Algumas mais tarde podem até ter optado por uma mudança de gênero, mas sexualmente continuam mulheres, a menos que tenham optado pela mudança disso.

Ser mulher em nossa sociedade até pouco tempo atrás era ser submissa, não ter direito de expressão e nem de cidadania (conquistamos o direito de votar apenas em 1932). Tudo começou a mudar com a Grande Guerra, pois as mulheres precisaram suprir o mercado de trabalho enquanto os homens estavam no front. A partir daí, começamos a lutar por mais direitos, mas ainda há diferença de salários e discriminação. As mulheres ocupam apenas 37% dos postos de liderança nas empresas ao redor do mundo (dados de 2022 – INSPER). Isso demonstra que ainda temos muito a conquistar. Precisamos reconhecer que avançamos e conquistamos muitos direitos. Ainda não estamos onde deveríamos, mas progredimos. Isso deve servir para nos estimular a seguir em frente.

Optamos por ser mães e a maternidade muitas vezes afeta nossas carreiras, pois precisamos nos dedicar aos filhos. Em um país onde a educação não é prioritária e há falta de creches, a opção pela maternidade, quando não se tem uma rede de apoio, se torna complicada. Isso leva algumas mulheres a não terem filhos ou não priorizarem suas carreiras.

Ser mulher e profissional também não é fácil, porque muitas vezes precisamos provar que somos muito mais qualificadas que os homens. Alguns ainda acreditam que as mulheres são mais sensíveis e emocionalmente mais difíceis de lidar do que os homens. Na verdade, não somos! Fazemos parte da mesma raça que o homem. Temos diferenças físicas, mas não intelectuais. E hoje, convenhamos, trabalhamos de igual para igual. Precisamos sim, nos qualificar para estarmos cada vez mais preparadas para o mercado de trabalho.

Um dado interessante que fará a diferença é que hoje apenas 18% dos homens brasileiros entre 25 e 34 anos têm curso superior, enquanto esse percentual sobe para 25% entre as mulheres na mesma faixa etária, as médias mundiais da OCDE são de 38% para os homens e 51% para as mulheres, dados de 2018 da BBC. Estamos nos qualificando mais, e em algum momento a disparidade salarial deve acabar, pois hoje convivemos com essa discrepância, as mulheres ganhavam em média 75% a menos que os homens entre 2012 e 2016 (IBGE).

E como conciliar tudo isso? Primeiro, ao escolher um parceiro, leve em consideração essas questões. Procure alguém que não seja machista, que respeite seu crescimento e que ajude. Criar filhos é uma tarefa a ser dividida, alinhem suas perspectivas. E não se esqueça de educar bem seus filhos, fazendo com que eles participem das tarefas caseiras, parece algo tão sem significado, mas isso faz uma grande diferença.

E conciliar estes desafios todos, tai algo que conseguimos fazer bem. Administramos bem nossas jornadas, não é fácil mais somos craques em cuidar dos filhos, da casa e da nossa vida profissional. Claro que tem um preço, mas de alguma forma conseguimos arrumar um tempo para nós mesmas, fazer algo que nos dá prazer ajuda.

Então procure algo que você goste, ler, assistir um filme, passear, ir para academia, algo que te dá prazer porque precisamos manter nossa individualidade e buscar equilíbrio para continuarmos sendo estas mulheres maravilhosas e nunca perca de vista que a luta continua por mais espaço e por mais direitos.

Foto: Denise Remor e seus dois filhos. A esquerda Victor Branco e a Direita João Branco

O fascinante universo da Inteligência Artificial

Para os curiosos no assunto sobre Inteligência Artificial, eu tenho uma recomendação de leitura: o livro KA-LE-FU!

Kai-Fu Lee é um especialista em Inteligência Artificial (IA) e em seu livro “AI Superpowers: China, Silicon Valley, and the New World Order”, ele discute as implicações da IA e seu impacto na economia e na sociedade em geral.

Em sua obra, Lee argumenta que a IA está se tornando cada vez mais poderosa e capaz de substituir muitos trabalhos humanos, o que levará a mudanças significativas na força de trabalho e na economia global. Ele observa que a China e o Vale do Silício estão liderando a corrida para desenvolver a IA, com a China emergindo como uma forte concorrente no campo.

Lee também discute as implicações éticas da IA incluindo questões como privacidade, segurança e responsabilidade, bem como a necessidade de desenvolver uma abordagem equilibrada para o uso da IA que leve em consideração as preocupações humanas.

Em resumo, a obra de Kai-Fu Lee é uma reflexão sobre o futuro atual da IA, seus benefícios e desafios, bem como uma discussão sobre como a tecnologia está mudando o mundo e como devemos nos adaptar a essas mudanças.

Se você quer entender melhor como a Inteligência Artificial está mudando o mundo, explore este fascinante universo! 

Qual é a necessidade do homem de se socializar?

Estes dias me deparei com a seguinte matéria: Empresa anuncia nova rodada de demissões e corta 10 mil funcionários.  A partir disso fiquei “maquinando” em meus pensamentos o motivo pelo qual se demite essa quantidade de pessoas, sem estar fechando ou mudando a empresa de local. Segundo o Correio Brasiliense, apenas este ano, as “big techs” já demitiram mais de 40 mil pessoas. Procurei algumas das razões e as que apareceram foram: Reestruturação, enxugamento e corte de gastos.

A pandemia do COVID – 19 nos trouxe compulsoriamente o mundo on-line, as empresas contrataram muito para atender essa alta demanda. E hoje o mercado está voltando para o trabalho presencial, aderimos algumas soluções digitais que vieram com essa fase, por um outro lado voltamos a nos conectar e a conviver em comunidade.

Escrevo isso para trazer o questionamento: Qual é a necessidade do homem de se socializar? O mundo digital onde nos falamos sem nos conhecermos, sem nos olharmos, onde o gestual muitas vezes não traduz a nossa linguagem corporal. No digital as relações são muito mais distantes, perdemos aquilo que nos transformou em “homo sapiens” o poder da fala, o poder de contar e dividir histórias.

Apesar da evolução do homem ao longo dos séculos, ainda buscamos segurança e rotina. Quando encontramos um lugar amigável, saudável e com perspectivas de crescimento para trabalhar, acredito que o desejo das pessoas é de querem ficar e criar raízes neste ambiente.

Claro, somos diferentes e alguns almejam novas perspectivas. Isso sempre fez parte da história. Mas também somos uma mídia que tem os mesmos anseios.

Ao longo de nossa história fizemos muitas escolhas e nem sempre foram as melhores.

Um grande exemplo é a revolução agrícola, que nos trouxe a desnutrição e várias doenças.

Antes o ser humano se alimentava exclusivamente daquele alimento que plantava, tínhamos uma dieta mais rica e com alimentos que supriam as necessidades de vitaminas. Prevenindo as mais diversas doenças. Precisamos entender melhor o que queremos e como estas escolhas irão impactar em nossas vidas e sociedade.

Sou a favor do caminho do equilíbrio e do bom senso. Escolhas erradas nos levaram a escravizarmos nossos iguais, simplesmente por terem características físicas diferentes, sendo que biologicamente somos iguais! Hoje olhamos para trás e temos consciência destes erros.

Quando as pessoas virão apenas meio para força produtiva, isso preocupa!

Quando contratamos um batalhão de gente e sabemos que aquelas pessoas possuem prazo de validade dentro da companhia porque isso representa uma “tração” momentânea no negócio, me preocupo.

E volto ao ponto do homo sapiens, acredito que todos buscam por segurança e bem-estar.

É justo estes contratados não saberem do risco de serem demitidos? Se souberem, e aceitarem as relações ficam bem mais claras!

Mas deixo a seguinte pergunta: Por ser um setor relativamente novo. Essas Big Techs podem fazer algo que as empresas tradicionais nunca fariam sem um ótimo motivo?

Abertura da Exposição “CADÊNCIA” de Jean Araújo

Tive a honra e felicidade de visitar a Exposição “Cadência” do artista Jean Araújo.

Suas obras têm um efeito de tridimensionalidade através do uso de cores que ele próprio produz e aplica sobre papel cartão, que a seguir recorta em pequenos círculos. Estes círculos, de enorme variação de cores, são aplicados sobre uma estrutura de pregos colocados sobre madeira em diferentes profundidades.

Desta forma, o artista cria uma impressão de planos em degrade; mas ao nos aproximarmos, temos a sensação de tridimensionalidade e percebemos um efeito óptico que atrai e encanta.

A exposição permanecerá até 10 de dezembro.
Endereço: Av. Batel, 1750 lojas 07, 08, 10 e 12
Galeria Zilda Fraletti – Design Center Curitiba – PR – Brasil

Guerra: Tristeza e destruição

Fico pensando qual o propósito de uma guerra?
Venda de armas?
Expansão territorial?
Diferenças culturais ?
Ideologia?
Crenças religiosas?
Posse de antigos territórios?
Economia?
Provocação por colocar o inimigo na vizinhança?
Estas são algumas causas que me vem à cabeça , mas nenhuma delas parece ser boa o suficiente para causar uma guerra.
Os interesses por trás de um conflito nem sempre ficam claros para as populações envolvidas. Triste realidade o povo continuar sendo massa de manobra para delírios de dirigentes insanos.
Já vimos isso na história em várias ocasiões.
A mais significativa foi o delírio da supremacia racial da Alemanha nacional nazista de Adolf Hitler.
Além de outros conflitos que foram alicerçados por razões religiosas, quer motivo pior que matar em nome de Deus?
O mundo está acompanhando estarrecido este empate bélico. A guerra está sendo travada em vários fronts: do território, das informações e econômico entre outros.
Do território, o acompanhamento dos conflitos via televisão e redes sociais. Vemos as pessoas serem mortas ao vivo.
Onde mostram as atrocidades e os crimes contra os civis.
Das informações trazendo através da internet informações em tempo real, e a ação de hackers de vários países atacando a desinformação dentro da Rússia. Acaba sendo uma arma poderosa, pois enfraquece as mentiras.
A econômica através de vários embargos. Como a exclusão da Rússia do sistema Swift e a proibição do uso do espaço aéreo em vários países. A decisão de várias empresas pararem de operar na Rússia ou com a Rússia.
Acredito que este será o gatilho da perda desta guerra.
A oligarquia russa sem dúvida pode arquitetar a queda do Putin por sentir-se prejudicada.
Se isso acontecer indiscutivelmente as razões do conflito cairão por terra.
Está é minha opinião, como escrevi no começo do texto, são especulações sobre o que pode acontecer.
Se isso acontecer, não tenho dúvida teremos outra organização geopolítica no mundo.
Está pode ser uma das muitas alternativas.
Podem ter outras tantas.
O ideal era não termos chegado a este ponto, mas chegamos. Quero imaginar um desfecho que considero o menos pior.
Porque se o Putin sair vitorioso pode abrir espaço para outros megalomaníacos fazerem o mesmo.
Quem sabe você imagine outro…
Não custa pensar sobre tudo isso e na tristeza que está acontecendo.
Violência traz tristeza e destruição.
E os dirigentes das Nações geralmente estão mais preocupados com interesses econômicos e de poder do que com a população.
A guerra na Ucrânia é o ápice desta realidade.
Mas, vivemos outras guerras devastadoras com a do tráfico, da falta de segurança e da pobreza.
Consequência de interesses espúrios dos governantes.
Em que mundo queremos viver?
Podemos pensar e conversar a respeito…

Denise Remor – março 2022